A Durst Brasil anunciou o investimento em uma nova sede em Campinas, no interior de São Paulo. A unidade ficará no Condomínio Industrial Techno Park e terá mais de 2.000 m² de área construída, segundo a empresa e a organização da Flexo & Labels Expo, que divulgou o anúncio em 29 de outubro.
O que a nova sede abriga
No prédio vão operar os setores administrativo, comercial, financeiro e técnico, além do estoque de peças e consumíveis. O projeto prevê ainda um Democenter, espaço pensado para que clientes conheçam as soluções industriais de impressão da Durst para comunicação visual, rótulos e impressão em tecidos, façam testes e discutam projetos e aplicações customizadas. Também está previsto um laboratório de reparos, descrito pela empresa como equipado com a tecnologia mais avançada da marca.
A Durst afirma que a sede reproduzirá o estilo da matriz em Brixen (Itália) e das unidades de Como e Lienz, com área verde e tecnologia no mesmo ambiente.
Compromisso de longo prazo
"A nova sede em Campinas reflete o projeto e o compromisso a longo prazo que a Durst tem com o mercado brasileiro", diz Ricardo Pi, diretor-geral da Durst Brasil. "Nossos clientes poderão vivenciar uma nova experiência com a marca Durst e nossas soluções de impressão digital industrial", completa.
EM NÚMEROS
• Mais de 2.000 m² de área construída
• Local: Condomínio Industrial Techno Park, Campinas (SP)
• Estrutura: administrativo, comercial, financeiro, técnico, estoque de peças e consumíveis, Democenter e laboratório de reparos
• Referência: matriz em Brixen e unidades de Como e Lienz
Contexto: rótulos no centro da estratégia
Em setembro, a Durst Group informou a aquisição da MPS Printing, fabricante holandesa de sistemas de impressão flexográfica, movimento que amplia a atuação do grupo na produção digital e flexográfica de rótulos. No Brasil, a Promtec, convertedora de Campinas, foi em agosto a primeira empresa da América Latina a instalar a Durst Tau G3 Core 340, impressora inkjet para rótulos com resolução de 1200x1200 dpi e velocidade de 80 metros por minuto. À época, o fundador Jason Goulart citou a presença local da Durst, na mesma cidade, como fator importante na decisão de compra.
O que isso significa para o mercado brasileiro
Para convertedores de rótulos, a principal mudança é a possibilidade de testar aplicações e discutir projetos em um Democenter ampliado, perto de um dos polos industriais do interior paulista. A ampliação do estoque de peças e consumíveis e do laboratório de reparos mira o suporte técnico, ponto que clientes costumam pesar ao investir em equipamentos importados. Para quem opera flexografia, o movimento reforça a convivência entre as tecnologias: com a MPS no grupo, a Durst passa a ter presença nos dois mundos, digital e flexo, e o mercado brasileiro de banda estreita deve acompanhar como isso se reflete na oferta local. A empresa não divulgou o valor do investimento nem a data de inauguração